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Um Morro, Cinco Praias e Sete Pecados Litorâneos

Um Morro, Cinco Praias e Sete Pecados Litorâneos

Como eu morro de saudades, Morro de São Paulo!

É, eu sei que a frase é clichê, mas não tem como não usar! Eita lugar bom para bagunçar a cabeça da gente e nos fazer rever tudo que queremos para nossa vida!

Como podem as ruas daquela vila originarem tantas histórias!? Como pode um cantinho de ilha ter festa de segunda à segunda!? Aquele pontinho no mapa da Bahia só poderia ter influência afro, pois, num lugar daqueles, os católicos só podem se dar mal. Por quê?

Porque aquela faixa de litoral cheira a pecado! O clima, as águas, o povo e a programação são convites para quebrar regras e se descomportar! Aliás, não sei qual o sentido de ter um santo no nome de um lugar tão profano… Talvez seja para tentar minimizar as chances de excomunhão!

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Mas não pense que só os jovens solteiros (espécie frequente que anda em bandos por lá) pecam em Morro. Seja na Primeira, Segunda, Terceira, Quarta ou Quinta (do Encanto) praias, novos, velhos, casais, famílias e qualquer mortal que lá esteja, se rende aos pecados litorâneos, digo, capitais. Sim, e se rende a TODOS eles! Se você acha que está imune, continue lendo sobre os pecados em Morro…

Ganância – As pessoas querem comprar o artesanato, a canga de Morro, os bikinis, sungas, os pingentes, os brincos, as saias, todos os passeios, alugar caiaque/stand up/banana, comprar blusas, óculos e tudo o mais que existe naquelas lojinhas. Check!

Gula – O povo quer comer a moqueca de polvo/de peixe/de camarão, peixe assado/grelhado/ensopado, acarajé, tapioca, crepe, o pastel e a pizza perto da praça, a cerveja artesanal, o sorvete e tudo-o-mais-que-aparecer-na-frente. Check!

Luxúria – A mulherada quer agarrar aqueles negros sarados-tatuados-lindos que jogam capoeira, que são marinheiros, que passam pra cima e para baixo nas ladeiras. Os negros querem as branquelas. Adoram quando são brasileiras, aceitam se forem argentinas. Argentinas que também querem os israelenses, que estão lá em grupos e que olham grande parte das mulheres que cruzam o seu caminho e se deliciam com as argentinas. Check!

Preguiça – Dá preguiça voltar para o trabalho, de ter horário, de sair da praia, de tomar banho e de escovar os dentes. Só não dá preguiça de ficar deitado na rede ou esticado na espreguiçadeira! Check!

Soberba/orgulho – Como não “se achar f**a” estando naquele paraíso? Como não sorrir de cantinho estando lá na segunda-praia, bebendo uma caipirinha de cacau num dia de semana em que muitos estão trabalhando? Check!

Ira – E o que mais se pode sentir na hora de fazer as malas, se não IRA? Mais um “check”.

Inveja – E a inveja? De quem mora lá, óbvio.

Eu não nego. Cometi pecados de todos os tipos por lá. Mas, como minhas amigas também o fizeram, vou ter companhia para ir pro inferno! E, já que vou pra lá, volto pra Morro logo que possível, para fazer minha ida pro “andar de baixo” valer a pena! ;)

(Obs: Não sou praticante de nenhuma religião. No entanto, encontro em várias delas aspectos com os quais concordo e teorias nas quais acredito. Os termos de cunho religioso que utilizei foram para manter a ideia que veio à minha mente e dar o tom divertido ao texto, sem intenção de desrespeitar niguém, ok?)

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Fêmea Beta 2
Sou a “Fêmea Beta“, então. Brasileira, 32, leonina, Doutora. Doutora com doutorado de quem leu, pesquisou, fez dissertação, tese e seminários. Fui professora e dei aula para universitários, para profissionais, para policiais e para presidiários. Gosto de praia, de música eletrônica, de conhecer gente nova, de gente bonita (independente do cariótipo), de aprender, de sabonetes e de comidas amarelas.

Tenho bom gosto mas não tenho grana suficiente. Tenho sonhos e energia para realizá-los. Tenho família, amigos, conhecidos e amor sobrando. Saiba mais sobre a Fêmea Beta clicando aqui.